Grandes negócios, aumento da demanda por nanomateriais e o planejamento de uma futura produção de nanopartículas no Brasil já estão no horizonte da NanoBrasil para 2027. A diretoria da empresa esteve no Chile para projetar o próximo ano ao lado da Nanotec, parceira internacional que fabrica parte dos nanomateriais utilizados nos desenvolvimentos realizados pela empresa brasileira.
O encontro foi além de estimar volumes de matéria-prima. NanoBrasil e Nanotec alinharam os negócios que pretendem desenvolver em conjunto e as quantidades de diferentes nanomateriais que serão necessárias para atender às demandas previstas para o próximo ano. O planejamento também alimenta uma discussão de médio prazo: quando será o momento de instalar uma fábrica de nanopartículas no Brasil.

“2027 será um ano de expansão para a NanoBrasil. Estamos preparando novos negócios, projetando uma demanda maior por nanomateriais e estruturando, junto à Nanotec, a capacidade necessária para sustentar esse crescimento. É também esse avanço que vai indicar o momento de dar o próximo passo: levar a produção de nanopartículas para o Brasil”, afirma Oscar Geigner, diretor comercial da NanoBrasil.
A relação entre as empresas acompanha a NanoBrasil desde o início de sua trajetória. Atualmente, a parceria combina a capacidade de produção de nanopartículas da Nanotec, no Chile, com a atuação da NanoBrasil em pesquisa, desenvolvimento e aplicação desses materiais em produtos e desafios da indústria brasileira.
2027 começa agora
A projeção de demanda é especialmente importante porque os nanomateriais são a base de diferentes desenvolvimentos conduzidos pela NanoBrasil. Definir antecipadamente quais materiais serão necessários e em quais quantidades permite preparar a produção da parceira para acompanhar os negócios previstos no Brasil.
“Estamos estruturando novos negócios em conjunto e, para isso, precisamos antecipar quais nanomateriais serão necessários e em quais volumes. Essa projeção permite que a Nanotec se prepare para atender à demanda da NanoBrasil por materiais como nanocobre e nanosilício ao longo de 2027”, explica Geigner.

Segundo o diretor, o objetivo é entrar em 2027 com o fornecimento preparado para acompanhar as demandas projetadas pela empresa.
“O objetivo é entrar em 2027 com toda a demanda projetada e o fornecimento devidamente planejado. Precisamos saber com antecedência quais matérias-primas serão necessárias e em quais quantidades, para que o crescimento dos nossos negócios seja acompanhado pela capacidade de abastecimento.”
Esse modelo mantém funções complementares entre as duas empresas. A Nanotec concentra a fabricação dos nanomateriais, enquanto a NanoBrasil desenvolve, adapta e aplica a nanotecnologia aos desafios apresentados pelas empresas brasileiras.
Produção no Brasil
É justamente a expansão desses negócios que coloca uma nova etapa no horizonte da parceria. As projeções de consumo de nanomateriais também serão usadas para avaliar quando haverá escala suficiente para a instalação de uma fábrica de nanopartículas no Brasil.
“Essa projeção de demanda também é fundamental para dimensionarmos o próximo passo da parceria: a instalação de uma fábrica de nanopartículas no Brasil. Estamos fazendo essas análises agora para entender em que momento haverá escala suficiente para viabilizar essa nova estrutura”, afirma Oscar.

A futura unidade aproximaria uma etapa hoje realizada no Chile da estrutura de pesquisa, desenvolvimento e aplicação da NanoBrasil no país. O projeto ainda está em fase de planejamento, e não há prazo anunciado para sua implantação.
Por enquanto, a estratégia segue baseada na complementaridade construída entre as empresas: produção de nanopartículas pela Nanotec e desenvolvimento de soluções e aplicações pela NanoBrasil. O planejamento conjunto de 2027 ajuda a dimensionar o próximo passo dessa relação: tanto para atender aos negócios que já estão sendo projetados quanto para avaliar quando a demanda brasileira justificará uma estrutura local de produção.